O
uso desta apostila não substitui o acompanhamento de um instrutor
experiente e homologado pelas entidades oficiais que regulam e controlam
o vôo parapente no Brasil: ABVL, ABP e clubes. Existem vários
aspectos a serem levados em consideração, tais como, tipo
de equipamentos, condicionamentos corretos de pilotagem - interpretação
e ação diante de situações normais, anormais
e de emergência , micro-meteorologia do local, tipos de rampas,
sem contar os aspectos pedagógicos e, principalmente, os comportamentais,
tais como arrojo, medo e outros, capazes de levar o iniciante a agir de
forma incorreta diante das múltiplas situações, muitas
vezes, não previsíveis.
Além
disso, o aprendizado incompleto e desorganizado leva a vícios dificilmente
reparáveis. A evolução fica drasticamente afetada,
formando um piloto de medíocre desempenho.
Aprender
sozinho é reinventar o vôo e tentar ser um novo Santos Dumont!
O
autor
|
Mensagem:
VOAR EM PRESENÇA DE CB DÁ DIREITO A UM TICKET PARA UMA VIAGEM
QUE PODE DURAR POUCOS SEGUNDOS ENTRE O CÉU E O INFERNO.
Luciano Miranda
Sobre o autor
Esta apostila foi idealizada e elaborada por Luciano Miranda Machado,
instrutor e inovador na metodologia e na terminologia do ensino e da técnica
de se decolar e voar parapentes. Foram colidas informações
com base na experiência aeronáutica, principalmente a vivida
durante a prática em vôo livre, quase cotidiana, além
das que foram frutos de pesquisas em livros especializados, como VOLEZ
EN PARAPENTE, de Gérald Delorme . França -1990 e Manual
de Meteorologia Para Pilotos (MMA-DR-105-02) da antiga Diretoria de Rotas
Aéreas, hoje, Departamento de Eletronica e Proteção
ao Vôo - DEPV.
Ao longo de 30 anos de experiência aeronáutica (1976 - 2006), destacam-se as seguintes atividades:
* Aluno da Epcar, em Barbacena-MG - 1973 a 1975.
* Cadete da AFA - Academia da Força Aérea - 1976 a 1979.
* Curso de Pilotagem de Aeronaves C-95 - Bandeirante - CATRE - Natal - RN (1980)
* Piloto de transporte aéreo, em aeronáves C-115 - Búfalo, na Amazônia - 1981 a 1983.
* Instrutor de vôo da Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassunga - SP - 1984 a 1986.
* Professor de Navegação Aérea da AFA - 1984 a 1986.
* Piloto de Busca e Salvamento (SAR) em aeronaves C-130 Hércules - 1987 a 1992.
* Oficial de Segurança de Vôo do Centro de Ivestigação e Prevenção de Acidentes da Aeronáutica;
* Inspetor de vôo (INSPAC) do DAC;
* Comandante de Linha Aérea Internacional em aeronaves C-130 - Hércules;
* Mais de 15 anos de prática em Parapente, 10 em instrução;
* Mais de 300 pilotos instruídos em vôo livre no período de 1994-2006.
* Mais de 5.000 horas voadas e homologadas dentre as seguintes aeronaves:
- Uirapuru - T-23 - (AFA) - instrutor
- Universal - T-25 - (AFA) - instrutor
- Tucano - T-25 - (AFA) - instrutor
- Bandeirante - C-95 - (AFA) - instrutor
- Búfalo - C-115 - (Base Aérea de Manaus) - instrutor
- Hércules - C -130 - instrutor
- Blanik - TZ 13 - planador
- Ipanema - rebocador de planador
- Parapente - 16 anos de vôo dos quais 13 anos em vôos duplo sem nenhum acidente;
- Paramotor - descatando-se em publicidades para a Coca-Cola e TIM;
Agradecimentos
Aos meus primeiros alunos de parapente, Delmo e William, Alex Silva, Haroldinho,
Javert, Marcelo Pellerrano, Neca, Rodney e Sílvio, que não
hesitaram em apoiar os novos procedimentos aplicados à instrução,
como por exemplo, a decolagem invertida como decolagem normal e, principalmente,
ao início e desenvolvimento do vôo na rampa Sul, até
então nunca utilizada por iniciantes. Eles foram, praticamente,
os principais responsáveis pelo aparecimento do vôo de parapente
em Niterói, até então restrito aos escassos vôos
da rampa de Noroeste e, aos não avistados pelo público,
vôos da rampa do Pimentel.
Aos meus ex-alunos e amigos voadores que em forma de crítica, apoio
e exemplo, vêm dando suas contribuições para o desenvolvimento
e a segurança do vôo do parapente, tanto em Niterói
como em todos os lugares em que voam.
À minha querida Renata Faria Alves, que tanta paciência e
dedicação tem dispensado tanto nas rampas como, principalmente,
na edição desta apostila, sem ela esta publicação
não teria esta face profissional.
Especial reconhecimento devo salientar ao meu amigo ex-aluno e piloto
exemplar de parapente, recordista niteroiense de longa distancia (43 km
com um parapente Sol-Cyclone), Vagner Barcelos (Guinho), criador da atual
logomarca da Nicty.
Agradecimento especial
Ao André Rottet, projetista dos parapentes da Sol Sports, que pacientemente
revisou esta apostila, inserindo informações valiosas como:
- a demonstração do cálculo da variação
da velocidade aerodinâmica de acordo com o aumento de peso;
- a demonstração da distribuição da carga
alar, conforme a realidade;
- a demonstração gráfica dos pontos das trajetórias
de planeio sobre a curva polar, de acordo com as componentes de vento
de cauda e de frente;
- entre outras várias correções avulsas.
Ficha Técnica
Referência bibliográfica:
- VOLEZ
EM PARAPENTE, de Gérald Delorme. França-1990.
- Manual de Meteorologia Para Pilotos (MMA-DR-105-02) da antiga Diretoria
de Rotas Aéreas, hoje, Departamento de Eletrônica e Proteção
ao Vôo - DEPV - Ministério da Defesa.
Elaborada
por: Luciano Miranda Machado
Editada por:
Renata Alves
Capa e Logomarca:
Vagner Barcelos (Guinho)
Contato Rio
de Janeiro:
Celular: (21) 9761-6113
Tel: (21) 2612-1644
E-mail: lucianomiranda@globo.com
E-mail: lucianomiranda@globo.com
|